Eu não quero me largar em noites frias e escuras por conta de pensamentos vazios e sem base.
O passado ficou para tras no vazio da inquietude sempre vagará. O alimento do real é composto por energia daquilo que alimentamos. Deixe morrer de fome, e tudo se misturará a noite e escuridão.
Não que isso faça diferença, o que quero dizer, é que sempre fará parte da essência, sempre haverá o sabor gélido daquilo que virou sangue, que sirva de lição.
Todos os dias milhares de pensamentos insanos cercam nossas mentes e nos pegamos em divagações completamente bizarras, se entregar ao perdido é como se jogar ao vazio em busca de uma resposta no meio do caminho, que pode ou não ser descoberta, mas que esta fadada a morte.
Nem sempre temos que saber de tudo, nem sempre temos que entender tudo, nem sempre será o frio o seu conforto como nem sempre seus pensamentos estão corretos.
A fragilidade da noite é como o calmo mar, pacífico e convidativo, como dentro de nos pode mudar completamente ao ver de um simples vento, uma nuvem, nuvem escura essa, que pode ser apenas um dizer..uma palavra..uma frase..um atitude sem sentido.
"Na escuridão havia uma mente. A mente estava sozinha na escuridão, porque a escuridão era, em si, quase perfeita solidão. A mente não tinha corpo. Não tinha olhos com os quais ver que não havia nada ao seu redor para ver. Não tinha boca para gritar, e não tinha mãos para se segurar, sem sentido, por libertação. Era pensamento e memória, sozinha, sem ao menos a distração da agonia física."
sexta-feira, 1 de junho de 2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Textos Largados
Faz frio lá fora e hoje eu não ouvi os pássaros cantarem. As pessoas caminham agasalhadas com um medo crucial de terem seu íntimo invadido. Medo de saírem na rua e sentirem o seu eu visto, medo do que fizeram, medo do que pretendem fazer.
Uma das cenas mais belas que me vem é uma multidão que caminha abraçada a si mesma, pessoas com roupas de frio e guarda chuvas tentando se protegerem de uma névoa gélida e densa enquanto caminham em vias públicas ao som do vento de inverno. Os espelhos d'água refletem um manancial de névoa turva que aos poucos dança por sobre seu reflexo, repetindo um pouco mais rápido o movimento das colossais e cinzentas nuvens de chuva. As árvores estão mais verdes do que nunca, seu tom foi retocado pelo brilho celeste da névoa. Objeto de medo por tantas eras, quem diria que seria o pincel que hoje da os retoques a bela mãe natureza.
A noite não tarda a chegar pois todo o dia parece uma eterna madrugada, que passa fria, que passa singela
que não traz calor.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Os olhos de Hadrian fitaram Verônica após certificar-se que ela estava mesmo sozinha.Instintivamente o sangue lhe foi ao rosto, fazendo ter cor e calor, suas presas coçaram, mas ele as retraiu, seus longos cabelos negros exibiam uma beleza singular, o que demonstrava sua peculiaridade vaidosa.
Trajava apenas uma camiseta branca, e uma calça de couro preta que terminava em o coturno de fivelas e placas de metal. Sua pele era clara, de um branco como a lua, uma bela moldura para seus olhos grandes que mais pareciam duas pedras azuis de safira. Sua aparência era delicada, quase feminina.
Na boate o som de Bella Morte soava nas caixas, a música Fall No More, todos dançavam a batida da música, a farmácia presente no sangue de muitos fazia Hadrian ter certeza de que não seria lembrado. Poucos realmente o observavam, mas isso não importava, desde que Verônica havia entrado, não podia parar de prestar atenção naqueles longos cabelos castanhos, mesmo com toda bagunça, podia sentir o cheiro de sua pele, uma mistura adocicada de luxuria e ingenuidade, lembrava talco, lembrava sangue.
Esgueirou-se entre os humanos que dançavam, como um felino que se esquiva de pilares repetidos foi ganhando território. Seus olhos fixaram em Verônica. Um vento gélido rompeu o calor de Verônica que sentiu uma brisa em sua nuca, por instinto, quis sair dali, não sabia por quê. Ficou inquieta, como uma lebre que não sabe o que fazer, como uma presa que pressente seus últimos momentos de vida.
Jovens trajados com sobretudos, roupas de couro e máscaras, dançavam como num ritual macabro, balançando seus braços, fazendo movimentos hipnóticos completamente sem sincronia uns com os outros, obedecendo apenas o ritmo da música, faziam um cenário de multidão. As luzes coloridas refletiam e piscavam, fazendo com que tudo ficasse um pouco mais distorcido. O caminho de saída ficou difícil para Verônica que tentava a todo custo alcançar a saída, seja lá o que fosse que a perseguia, estava próximo, sentiu seus pelos se eriçarem novamente, da base da coluna até a nuca mas nada pode ver quando se virou, apenas jovens mergulhados em um êxtase insano.
Acertou a porta com o corpo quando conseguiu vencer a multidão que a espremia, abriu a assim que saiu tirou uma mecha de cabelo que lhe escorria pela face.
O vento frio da rua entrou em contraste com o vapor quente que a cercava até poucos segundos atrás, sentiu muito frio, mas não se importou, o que lhe perseguia parecia ter desistido, ou a perdido, tentou buscar a chave do carro no bolso e enquanto caminhava em direção ao estacionamento pode ouvir passos atrás de si.
Hadril sentiu o sangue de Verônica pulsante, o que lhe causou uma excitação, sentiu o seu cheiro de medo, a sua submissão de uma forma luxuriosa, o pavor em seu cheiro era notável. Caminhou se esgueirando da multidão enquanto os jovens o ignoravam, como se fosse algo invisível. Saiu pela escada da esquerda e após dois lances de escada estava no segundo andar, na área vip, caminhou rumo à janela que dava para o estacionamento, o local aonde sua presa provavelmente tentava alcançar. Ainda não sabia o que ela fazia ali, porem foi embora quando seus instintos selvagens voltaram para ela. Da janela viu Verônica mexendo na bolsa e então saltou como um felino. Tocou o chão com maestria e nenhum som provocou. Enquanto caminhava lentamente, seus sapatos estalavam no chão a cada passo.
O vento frio da rua entrou em contraste com o vapor quente que a cercava até poucos segundos atrás, sentiu muito frio, mas não se importou, o que lhe perseguia parecia ter desistido, ou a perdido, tentou buscar a chave do carro no bolso e enquanto caminhava em direção ao estacionamento pode ouvir passos atrás de si.
Hadril sentiu o sangue de Verônica pulsante, o que lhe causou uma excitação, sentiu o seu cheiro de medo, a sua submissão de uma forma luxuriosa, o pavor em seu cheiro era notável. Caminhou se esgueirando da multidão enquanto os jovens o ignoravam, como se fosse algo invisível. Saiu pela escada da esquerda e após dois lances de escada estava no segundo andar, na área vip, caminhou rumo à janela que dava para o estacionamento, o local aonde sua presa provavelmente tentava alcançar. Ainda não sabia o que ela fazia ali, porem foi embora quando seus instintos selvagens voltaram para ela. Da janela viu Verônica mexendo na bolsa e então saltou como um felino. Tocou o chão com maestria e nenhum som provocou. Enquanto caminhava lentamente, seus sapatos estalavam no chão a cada passo.
Verônica voltou-se para trás ao ouvir os passos com a chave já não mão, sem parar de caminhar vacilou quando sua respiração falhou ao ver o homem que a seguia.
Tentou caminhar mas rápido, o estranho homem saltou como um tigre, ela jurou ter visto garras e presas, o som que vinha dele era animalesco, clamava por sangue.
Verônica tentou abrir a porta do carro, mas já era tarde demais...
segunda-feira, 5 de março de 2012
"Posso sentir o cheiro d’água , ela traz um frescor gélido da madrugada
Assim como era frio o seu olhar
Posso sentir o cheiro da terra alagada,
completamente embebida desse ritual onírico de vivência natural.
Boas energias trazem as águas do Leste,
Enquanto os ventos se unem e cantam fazendo das gotas no telhado seus sinos em sinfonia.."
Assim como era frio o seu olhar
Posso sentir o cheiro da terra alagada,
completamente embebida desse ritual onírico de vivência natural.
Boas energias trazem as águas do Leste,
Enquanto os ventos se unem e cantam fazendo das gotas no telhado seus sinos em sinfonia.."
†Alesson Ľäsðmбяå†
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
O que há e pode talvez não ser
Existem sorrisos que emanam das sombras, que reluzem ao céu noturno, a brisa fria, e ao sombrio conceito de vazio.
De contra partida a os que prefiram multidões, o dia, a brisa quente que mostra vida o conceito cheio de aprovações humanas.
São conceitos distintos, por serem pessoais.
Seja como for, cada um tem a idêntica maneira de reagir aquilo que é fruto da situação.
Repulsa o alegria, tristeza ou felicidade, variando de paladares a digestão é a mesma.
Dias frios e mórbidos me trazem melancolia, e isso não me irrita, pelo contrario, me acalma!
Dias quentes e cheios me confundem, me desordenam, não sou desse mundo.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Vampiro A Máscara
Um tempo virá,
Quando a maldição do Todo Poderoso
não mais será tolerada.
Quando a Linhagem de Caim chegará ao fim.
Quando o Sangue de Caim tornar-se-á fraco.
e não Haverá o Abraço
para estas Crianças da Noite.
Pois o seu sangue escorrerá como a água,
e o seu poder definhará.
E então, tu saberás neste momento:
A Gehenna en breve estará sobre ti.
- O Livro de Nod.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
B.Bone atravessou a rua sem olhar para os lados,as ruas frias e escuras de Detroit estavam bem movimentadas nesse horário, era final do período para muitos trabalhadores. Aquele infeliz iria pagar por ter machucado Melissa, , iria partir no meio aquele mandito Toreador, nem um bando inteiro poderia segurar o Brujah antitribu agora. B.Bone nunca foi um cara calmo, mas sempre se manteve calado em busca de um silêncio que talvez fosse o escudo de seu ódio.
O som das molas do tênis de B.Bone foi ouvido por Trevis, um recém-criado Toreadora antitribu, assim que adentrou o quarteirão. Trevis percebeu o cheiro de B.Bone a besta o estava rasgando por dentro, e o seu corpo emanava uma mistura de ódio com medo.
O ódio era fácil adivinhar, Trevis tinha arrancado os olhos de Melissa, recém-criada de B.Bone. O medo? Bem talvez por estar indo ao encontro da cria de um Bispo.
B.Bone adentrou um beco escuro, atravessou dois containers de metal e chegou no que parecia ser um vale no meio dos edifícios. Uma quadra de basquete abandonada. As correntes frias balançavam nas cestas improvisadas e o concreto gélido deixou cair alguns pedaços quando B.Bone entrou na quadra passando por um pequeno resto de cerca que por muitos anos protegeu a quadra.
Trevis estremeceu quando viu B.Bone, aquele maldito só podia estar em frenesi para ter coragem de mata-lo. Seja como for, continuou a fazer o que estava fazendo. Sentado em um degrau de concreto que servia de banco para quem fosse assistir os jogos daquela quadra, Trevis limpava sua lâmina, uma navalha de prata ao qual usava para suas experiências bizarras, a mesma que usou para arrancar os olhos de Melissa.
Trevis tentou ouvir sons aos arredores, tentou sentir cheiro de alguém do bando daquele maldito Brujah, para seu azar estavam sós. O bando de B.Bone deveria ter o contido, segurado, para que ninguém morresse, deixar ele solto seria exclusivamente para matar Trevis.
_Já estava na hora! Disse Joshua dentro do carro.
_ Trevis só vem causando confusão em nosso meio, aquele maldito bastardo acha que tem mais poder que nos,só porque é prole do Bispo.
Uma voz doce e suave respondeu - Que assim seja...- Katrine não era de muitas palavras.
_Deixe que o Bone mate esse cara logo, depois veremos se temos nossos direitos ou não! -disse Derick,um cara careca, com a face cheias de cicatrizes que por sinal já estava ficando impaciente.
Trevis se levantou girando a navalha em um movimento suave e jogou seu longo cabelo para trás.
_ Vá embora Bone, não temos que terminar isso aqui, meu assunto era com Melissa e não com você.
Bone estava com os punhos cerrados e seu ódio era tão obviou que sua face lembrava um demônio.
Correu para cima de Trevis, tão rápido e com tanta força que mais pedaços de concreto gélidos caíram das bases das cestas de basquete da quadra.
_Pare! -gritou Trevis- não se atreva a tocar em mim!
Bone hesitou apenas com um olhar, mas já não podia conter o seu corpo, a besta estava no controle.
Trevis correu tão rápido que sua imagem se tornou um borrão atravessando a quadra, para o seu azar, Bone era tão rápido quanto ele, senão mais.
Assim que chegaram ao outro lado Bone o segurou pelo ombro, e o arremessou para trás.Os nervos por cima dos imensos braços de Bone tremiam, seu sangue estava sendo usado para aumentar sua força e sua agilidade.
O arremesso de Bone foi tão intenso que Trevis acertou com as costas um dos containers do beco que dava para avenida.
Antes que pudesse se levantar Bone apareceu, atravessando a quadra tbm como um borrão, segurou Trevis pelo pescoço e desferiu um soco com tanta força que pode sentir o contêiner do outro lado.
Trevis, com sua navalha, tentou cortar Bone, várias vezes, causando imensos cortes em seus braços que sangravam, embora parecessem grave, Bone as ignorou.
Com as duas mãos, ergueu Trevis e o enfiou de cara no concreto, quebrando todos os ossos da face do Toreador.
Sem forças para reagir, Trevis ficou como um boneco de trapos na mão do tanque B.Bone.
O Toreador ficou no chão, largado como um mendigo surrado, Bone o deixou de bruços para o chão, com uma mão, segurou a cabeça de Trevis como se fosse uma bola de Baseball e a inclinou para cima, para que o desgraçado o visse enquanto falava.
_ Se tocar em mais alguém do meu bando, nem Caim vai impedir a sua morte final!!! Esta me ouvindo seu desgraçado!NEM CAIM!
Logo após pronunciar essas doces palavras, socou a cabeça de Trevis com delicadeza novamente no concreto, se levantou e voltou pelo mesmo caminho que veio, caminhando com calma, limpando suas mãos e estalando seus dedos.
A poucos metros depois da avenida estava o Jipe que carregava seu bando, sem nada pronunciar, entrou pulando no carro e disse:
_ Vamos para casa.
Alesson lLasombra
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Mundo de Trevas
O mundo perdeu seus heróis.
Eles foram pegos em escândalos sexuais, aceitando subornos, ou talvez
caíram vitimas da endêmica violência urbana. Não existem lideranças
fortes, nenhuma fé em políticos ou crenças em um amanhã
melhor.
As pessoas sabem das coisas ...
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Ode a sua despedida
Esse texto é muito antigo, muito mesmo, se não me engano, eu fiz em cima de outro texto que achei na internet.
A muitos meses ele vaga aqui nos meus arquivos e como estou fazendo um limpa, aqueles que realmente me agraderem, virão para cá. É isso.
_____________________________________________
Ontem, depois que você foi embora, confesso que fiquei triste como sempre.
Mas, pela primeira vez, triste por você. Fico me perguntando que outro homem, ouviria os maiores absurdos de você, uma mulher de 29 anos, planejar ir a uma buteco brega com gente sem assunto no próximo dia e, ainda assim, não deixar de olhar pra você e ver uma mulher maravilhosa..
Que outro homem te veria além da sua casca? Você não entende que eu baixei a música do “Portishead ” e umas boas do Talking Heads, Vinícius de Morais e do Smiths porque achei divertido te fazer uma massa ouvindo algumas músicas que dão vontade de viver. Uma massa que você não vai comer porque está perdendo o paladar para o que a vida tem de verdadeiro e bom. É tanta comida estragada, plastificada e sem sal, que você está perdendo o paladar para homens como eu. E você não sabe como vale a pena gostar de alguém e acordar na casa dessa pessoa e tomar suco de laranja lendo notícias malucas no jornal como o cara que acha que é vampiro. Tudo sem vírgula mesmo e, nem por isso, desequilibrado ou antes da hora.
Você não sabe como isso é infinitamente melhor do que acordar com essa ressaca de coisas erradas e vazias. Ou sozinha e desesperada pra que algum amigo reafirme que o seu dia valerá a pena. Ou com algum garotinho bobo que vai romancear sua casca. A casca que você também odeia e usa justamente para testar as pessoas “quem gosta de mim não serve pra mim”.
E eu tenho vontade de segurar seu rosto e ordenar que você seja esperta e jamais me perca e seja feliz. E entenda que temos tudo o que duas pessoas precisam para ser feliz. A gente dá muitas risadas juntos. A gente admira o outro desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sozinho. A gente acha que o mundo está maluco e sonha com a praia do espelho e com sonos jamais despertados antes do meio-dia. A gente tem certeza de que nenhum perfume do mundo é melhor do que a nuca do outro no final do dia. A gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida.
E você me olha com essa carinha banal de “me espera só mais um pouquinho”. Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhum homem melhor do que eu. E sempre volta. Volta porque pode até ter uma coxa mais dura. Pode até ter uma conta bancária mais recheada. Pode até ter algum descolado que te deixe instigada. Mas não tem nenhum melhor do que eu. Não tem.Não para você.
Porque, quando você está com medo da vida, é na minha mania de rir de tudo que você encontra forças. E, quando você está rindo de tudo, é na minha neurose que encontra um pouco de chão. E, quando precisa se sentir especial e amada, é pra mim que você liga. E, quando está longe de casa gosta de ouvir minha voz pra se sentir perto . E, quando pensa em alguém em algum momento de solidão, seja para chorar ou para ter algum pensamento mais safado, é em mim que você pensa. Eu sei de tudo. E eu passei os últimos anos escrevendo sobre como você era especial e como eu te amava e isso e aquilo. Mas chega disso.
Caiu finalmente a minha ficha do quanto você é, tão e somente, uma mulher burra. E do quanto você jamais vai encontrar um homem que nem eu nesses lugares deprê em que procura. E do quanto a sua felicidade sem mim deve ser pouca pra você viver reafirmando o quanto é feliz sem mim e principalmente viver reafirmando isso pra mim. Sabe o quê? Eu vou para a cama todo dia com 5 livros e uma saudade imensa de você. Ao invés de estar por aí caçando qualquer uma na rua pra te esquecer ou para me esquecer. Porque eu me banco sozinho e eu me banco com um coração. E não me sinto fraco ou bobo ou perdendo meu tempo por causa disso. Eu não malho todo dia como seus amiguinhos de quem você tanto gosta, mas tenho algo que certamente você não encontra neles: Assunto. Bastante assunto.
Eu não faço desfile de moda todos os segundos do meu dia porque me acho bonito sem precisar de músculos,carro e drogas. Eu tenho pena das mulheres que correm o tempo todo atrás de se tornarem a melhor fruta de uma feira. Pra depois serem apalpadas e terem seus bagaços cuspidos.
Também sou convidado para essas festinhas com gente “wanna be” que você adora. Mas eu já sou alguém e não preciso mais querer ser. E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim.
______________________
Mais uma vez, esse texto não faz mais parte de mim, é uma memória antiga.
Que deveria ter sido entregue na antiga,mas não foi.
Só não queria deixar no limbo.
A muitos meses ele vaga aqui nos meus arquivos e como estou fazendo um limpa, aqueles que realmente me agraderem, virão para cá. É isso.
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Ode a sua despedida
Ontem, depois que você foi embora, confesso que fiquei triste como sempre.
Mas, pela primeira vez, triste por você. Fico me perguntando que outro homem, ouviria os maiores absurdos de você, uma mulher de 29 anos, planejar ir a uma buteco brega com gente sem assunto no próximo dia e, ainda assim, não deixar de olhar pra você e ver uma mulher maravilhosa..
Que outro homem te veria além da sua casca? Você não entende que eu baixei a música do “Portishead ” e umas boas do Talking Heads, Vinícius de Morais e do Smiths porque achei divertido te fazer uma massa ouvindo algumas músicas que dão vontade de viver. Uma massa que você não vai comer porque está perdendo o paladar para o que a vida tem de verdadeiro e bom. É tanta comida estragada, plastificada e sem sal, que você está perdendo o paladar para homens como eu. E você não sabe como vale a pena gostar de alguém e acordar na casa dessa pessoa e tomar suco de laranja lendo notícias malucas no jornal como o cara que acha que é vampiro. Tudo sem vírgula mesmo e, nem por isso, desequilibrado ou antes da hora.
Você não sabe como isso é infinitamente melhor do que acordar com essa ressaca de coisas erradas e vazias. Ou sozinha e desesperada pra que algum amigo reafirme que o seu dia valerá a pena. Ou com algum garotinho bobo que vai romancear sua casca. A casca que você também odeia e usa justamente para testar as pessoas “quem gosta de mim não serve pra mim”.
E eu tenho vontade de segurar seu rosto e ordenar que você seja esperta e jamais me perca e seja feliz. E entenda que temos tudo o que duas pessoas precisam para ser feliz. A gente dá muitas risadas juntos. A gente admira o outro desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sozinho. A gente acha que o mundo está maluco e sonha com a praia do espelho e com sonos jamais despertados antes do meio-dia. A gente tem certeza de que nenhum perfume do mundo é melhor do que a nuca do outro no final do dia. A gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida.
E você me olha com essa carinha banal de “me espera só mais um pouquinho”. Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhum homem melhor do que eu. E sempre volta. Volta porque pode até ter uma coxa mais dura. Pode até ter uma conta bancária mais recheada. Pode até ter algum descolado que te deixe instigada. Mas não tem nenhum melhor do que eu. Não tem.Não para você.
Porque, quando você está com medo da vida, é na minha mania de rir de tudo que você encontra forças. E, quando você está rindo de tudo, é na minha neurose que encontra um pouco de chão. E, quando precisa se sentir especial e amada, é pra mim que você liga. E, quando está longe de casa gosta de ouvir minha voz pra se sentir perto . E, quando pensa em alguém em algum momento de solidão, seja para chorar ou para ter algum pensamento mais safado, é em mim que você pensa. Eu sei de tudo. E eu passei os últimos anos escrevendo sobre como você era especial e como eu te amava e isso e aquilo. Mas chega disso.
Caiu finalmente a minha ficha do quanto você é, tão e somente, uma mulher burra. E do quanto você jamais vai encontrar um homem que nem eu nesses lugares deprê em que procura. E do quanto a sua felicidade sem mim deve ser pouca pra você viver reafirmando o quanto é feliz sem mim e principalmente viver reafirmando isso pra mim. Sabe o quê? Eu vou para a cama todo dia com 5 livros e uma saudade imensa de você. Ao invés de estar por aí caçando qualquer uma na rua pra te esquecer ou para me esquecer. Porque eu me banco sozinho e eu me banco com um coração. E não me sinto fraco ou bobo ou perdendo meu tempo por causa disso. Eu não malho todo dia como seus amiguinhos de quem você tanto gosta, mas tenho algo que certamente você não encontra neles: Assunto. Bastante assunto.
Eu não faço desfile de moda todos os segundos do meu dia porque me acho bonito sem precisar de músculos,carro e drogas. Eu tenho pena das mulheres que correm o tempo todo atrás de se tornarem a melhor fruta de uma feira. Pra depois serem apalpadas e terem seus bagaços cuspidos.
Também sou convidado para essas festinhas com gente “wanna be” que você adora. Mas eu já sou alguém e não preciso mais querer ser. E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim.
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Mais uma vez, esse texto não faz mais parte de mim, é uma memória antiga.
Que deveria ter sido entregue na antiga,mas não foi.
Só não queria deixar no limbo.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
My Dying Bride : Vanité Triomphante
Costumo caçar você em meus sonhos,
Mas sua garra ímpias me aguarda,
A bordo desta ilha de neve iluminado,
Veias como árvores de inverno torturadas,
'Tu a serviço da minha mão,
Que o silêncio sobe contra ti.
Está doce e fina para ouvir!
Cabelos longos sobre o seu pescoço,
Ainda muito é falso.
Esta noite poderosa,
Eu vi no rosto.
Esta é me esmagando.
Minha pena dói.
E navios velhos morrem como cisnes,
Contra a nossa terra glacial congelada ,
Passar o seu corpo moribundo,
Deixo-vos em seus pensamentos
Árvores de dança e não
Diga-lhes que eu vim
Minha beleza pálida
Era seu o mesmo?
Viens, il est temps de Partir
Je vais regretter ta haine
Ta vainte triomphante
Fera reverência sa
Eu coloquei-os em livros
Apenas seu coração e o meu
Para os amantes de ler
O solitário pinheiro
Através da minha pele quebrada
E sangue de árvore de cereja
O mundo real cai em
A vida falsa de amor
[Tradução da MúsicaVanité Triomphante da banda My Dying Bride ]
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Myself
Deixe-me invadir a tua alma, e aos poucos como sombras me misturar em tua essência, elevar-te ao prazer e consumir os teus desejos com o fogo ardente da eternidade.








