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Produtor Cultural e Audiovisual

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sadrack mandou Bruce estacionar na frente do pequeno restaurante.


Ficava na BR a alguns quilômetros da cidade de Detroit.

A limusine preta de detalhes prateados parou imediatamente,indevidamente na frente de um corredor de motos customizadas absurdamente novas e lindas. Completo contraste entre o restaurante decaído

Talvez fosse um motoclube de passagem.

O restaurante era revestido de madeira suja e os vidros das janelas estavam enegrecidos por sujeira e poeira de anos.

Não havia estacionamento de verdade o local era uma mistura decaída de espelunca e chiqueiro.

Lá dentro ouvia-se Killed Be Death do Motörhead .

A porta dupla fez um estrondo quando Bruce a abriu a força, logo atrás Ling adentrou o local,

Vestia um manto longo, que o cobria até os pés, sua cabeleira fina e branca escorria por suas costas, e finos bigodes decretavam sua nacionalidade asiática. Um típico mestre Shao-lin.

Bruce usava óculos escuros Ray-ban mesmo sendo noite e o ambiente fosse escuro, seus cabelos eram extremamente bem cortados o seu queixo redondo, tinha 1,90 mais com seu terno negro e sua gravata vinho parecia mais alto. Sua pistola Desert Eagle estava em punho e Ling estava com ambos os braços cruzados para traz, com uma calma divinamente assustadora.

Bruce acenou positivamente depois de farejar o ar, Ling acenou para traz e Sadrack entrou.


Todos se levantaram nesse momento, como se um deus/rei estivesse ali.

Sua cabeleira farta e branca cintilava algo sombrio, tinha aspecto jovem, tinha traços finos e firmes.
Sadrack adentrou,seus cabelos iam até a cintura, longos e lisos.
Vestia um sobretudo de couro legítimo, do exercito alemão,em sua mão pendia uma bengala preta, aparentemente revestida de borracha e como a ponta e um cabo de prata. A figura de um dragão rugia em sua excelência no topo da bengala.

Seus sapatos eram couro brilhante tão negro quanto os seus olhos.Sim!!!Seus olhos, não eram providos de cor, apenas a escuridão, como se sombras dançassem lá dentro.



Um valentão se levantou,portava um colete de couro,e uma barba longa, trançada,usava uma calça de couro negro e botas de motociclista.

Um outro homem magro como um cão sacou uma barreta e jogou na mão do valentão com calças de couro.

Ele engatilhou no mesmo momento em que Bruce engatilhou sua Desert Eagle.

Sons de gatilhos jorram por todos os lados, como se fossem uma sinfonia.

Ling estreitou os olhos, observando cada um deles.Suas posições, a respiração, as palpitadas dos corações que ficavam tensos.

Acenou para Bruce que baixou a arma e sua voz ecoou por toda espelunca como se fosse vinho sendo derramado na seda.

Sadrack se adiantou:
_ Não quero confusão, muito menos violência, se fosse de minha vontade, todos vocês já estariam mortos, e nem ao menos eu precisaria ter descido do carro.

O grandalhão pareceu não acreditar, manteve sua barreta mirada na cabeça de Sadrack, se esse filho da puta se mexer eu arranco os miolos dele - pensou.

_O que quer Maldito filho da noite, porque nos perturba com sua presença?!

A voz veio de traz do balcão, talvez o atendente.
Sadrack arqueou a sobrancelha, ao notar que se tratava de um humano.

Um humano não, um carniçal, alimentado pela vitae vampírica, podia ler em sua alma as vertigens escorrendo.

_ Preciso de informações e talvez os cavalheiros pudessem me dar, ou eles, ou quem quer que tenha dado aquelas lindas motos a eles.  - Sadrack sorriu levemente debochando dos neófitos.

Sadrack sabia que aquelas motos valiam muito, nem mesmo seus carniçais poderiam comprar uma dessas e olha que Sadrack era generoso para com seus seguidores fieis.
   Um homem careca com uma cruz cicatrizada na cara cuspiu um palito da boca mostrando seus dentes podres esverdeados, seu corpo era coberto de tatuagens e estava sem camisa,tinha presas ao inves de caninos.

Carpas,dragões e paisagens tapavam praticamente toda a pele do homem, sua camisa estava presa a sua calça jeans tão suja quanto seu corpo.As botas militares que usava eram tão velhas e sujas quanto todo o conjunto.

_ Vá se danar!! E disparou com sua pistola .50 no rosto de Sadrack.

O impacto foi certeiro.
O sangue jorrou na porta atrás de Sadrak enquanto Ling mergulhou rolando para o balcão de bebidas.

Bruce rolou por cima de uma mesa e a virou, usando-a como escudo.

Tiros começaram a ecoar por tudo o lugar, o homem de calça de couro suava, e sabia que o seu fim estava próximo.

Um ancião do porte de Sadrack não costumava ir a locais como aquele, e o receber de tal forma era assinar sentença de morte.

_ O meu sangue não!!!Pensou o desesperado, todos sabiam que Sadrack era viciado em Diablerie, talvez pelo prazer, ou talvez pela própria necessidade.Dizem que os mais antigos não tiram sustendo do sangue humano, e que o sangue cainita era seu único sustento, seria mesmo Sadrack tão velho assim?

O corpo de Sadrack se desfez em sombras antes de atingir o chão, uma fumaça escura começou a pairar em todo local, como se o local tivesse pegado fogo.
Alguns motoqueiros tentaram fugir pela porta principal, aqueles ao qual Bruce não teve munição suficiente foram surpreendidos na porta por tentáculos negros formados por remendos de sombras.

Os tentáculos invadiam suas vias nasais, e adentrava até rasgar no meio todo o individuo.

As balas da pistola semiautomática do FBI rasgaram os corpos como se fossem paredes de gesso, com extrema facilidade. Aquelas modificações ditas por Abigail eram verdade, balas com fósforo branco, os vampiros não poderiam regenerar naquela temperatura.Apesar do tiro ter que ser de perto, Bruce gostou.

Os bastardos viraram fumaça assim que tudo aconteceu, cinzas esvoaçaram e apenas um crânio com caninos sobrou ali.



O dono do bar continuou limpando seu copo com uma flanela, como se nada tivesse acontecendo.

Quando tudo quietou, ele olhou para Bruce ajeitou os óculos na face velha e murmurou.

_Vocês vão pagar por tudo que quebraram, e deem um jeito de tirar esses corpos daqui antes que as autoridades locais cheguem!Mas será possível que não se pode mais ter uma conversa civilizada em um bar beira de estrada!

Bruce não disse nada, nem ao menos expressou nada, sacou um maço com várias notas de 100 dólares e depositou na frente do velho.

No teto existia um homem preso por remendos de sombras, completamente preso.

Ele foi descendo lentamente enquanto foi posto na frente de um corpo que se materializava novamente.
O homem era o autor do disparo,jazia em desespero, sabia que sofreria. Nesse exato momento clamou para que Cain o levasse, mas era tarde, estava frente a frente com Sadrack, que Deus tivesse piedade de sua alma.

_ Menino mal - sussurrou Sadrack quando revelou a face do maldito careca que havia o acertado.

                                      Continua......

Alesson Lasombra

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011


A beleza intensa da noite me cativa
Um presente dado das trevas, das sombras que se ocultam nas sombras.
Das trevas a dádiva, a besta que consome.
Clamando sem parar pela vida dos homens, pelo ardente sabor que pulsa em suas veias

Eles dizem que eu não posso ser isto.
Que eu me escondo da face do dia.
Mesmo que seja verdade, eu não posso domar o que me consome
A besta , a fome, eternas companheiras, mate ou seja morto, consuma, ou seja consumido.
Eu não posso domar a fome em mim

Esgueirando nas sombras das ruas, procurando por você, ninguém pode se meter comigo.
Então prove minha dor, e sinta minha ruína.
A fome que a mim foi presenteada.
Caçando, com presas, no escuro, me escondo.
Sentindo, caindo, odiando, parece que estou morrendo.Odiando viver.


Prove minha dor, caçador, assassino eterno,eu não quero viver.
Você diz que eu estou levando sua vida, sempre me incomodando.
Eu não suporto mais isso, esta me matando,consumindo.
Olha-me por cima, e eu te pergunto, o que você vê?
Aceite o presente da noite, e seja como eu.
Nada é tão animador se escondendo para sempre
Estão me procurando, e você esta me caçando....


†Alesson Ľäsðmбяå†


 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

One more time

Mais uma vez, eu estou perdido em meus pensamentos.
Mais uma vez eu me jogo naquele labirinto frio e solitário feito de pedra e prantos.
Rompendo com a vontade louca da realidade, e acrescentando padrões rubros ao mundo.
O que esta acontecendo?

Quem sois vos que me abraça com calor mesmo que me traga frio?
Como pode no deserto sem areia fazer-me sucumbir a sede que não água?
A sanidade contenta-se em jogar cartas com o desespero
Enquanto me pego acariciando a verdadeira fonte do meu prazer.


Ela titubeia, paira, e agita, seus cabelos dançam
Quem sóis vós deusa das minhas lágrimas?
Como cai sobre mim tal prazer em desgraça eminente?
Os pelos se eriçam, a mente se inflama.
Os pulsos sangram vorazmente enquanto a vida se despede com um beijo frio.

Os sinos estão distantes, e eu percebo que nunca havia prestado tanta atenção em sua doce melodia.
Sentado na alameda eu cato pedaços de glórias rompidas
De honras manchadas e de coragens vencidas.
Seu sabor é amargo, e sua aparência singela.

Os campos são escuros e o vento sopra suavemente.
É um baile do desespero, é um lugar de desencanto belo.
Um paradoxo no mundo noturno...

†Alesson Ľäsðmбяå†

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Olhe ao seu redor,a sua enorme construção.

Uma muralha que bem mesmo você sabe como construiu.

É divina, como conseguiu?Seu orgulho talvez tenha sido uma ferramenta indispensável.

Apenas um banco de madeira, uma árvore, e um lago, nada mais, tudo cercado

Uma muralha sem igual, o seu mundo, pequeno e primitivo, egocêntrico e simples.



Seus olhos vertem lágrimas, e pingam em um terror rubro por sobre as pedras do seu lar.

Seu corpo esta frio e sua mente vazia, porque chora?

O teu palácio de tristeza não é um lugar tão legal ?



Perguntas e mais perguntas....

Enquanto seu cabelo paira por sobre a realidade seus braços sangram

Sua mente esta girando, seus pensamentos se misturaram com suas ideias

Com suas verdades, vontades e nem mesmo você sabe o que é sua verdade agora.



Tudo mudou, e não há sombra de duvida que sua muralha é intransponível.

É um tremendo obstáculo para aqueles que olham de longe,

Tão poderosa que bastasse uma palavra, e ela viria ao chão.



A mente humana titubeia, somos fortes quando não temos o que enfrentar, por isso foi mais fácil assim não é?



Minha pele esta ficando pálida, meus braços estão dormentes

Meu coração esta acelerado e até agora eu não entendo porque não consigo me levantar.

Procuro abrigo nos meus pensamentos e sinto que a cada segundo eu deixo esse lugar

Estou mais longe, longe o suficiente para sentir o cheiro da poeira se misturando ao meu sangue


Concreto e sangue, nossas realidades se esvaem simultâneamente


O meu sangue, e o seu orgulho,pena que não existe mais vida....

terça-feira, 23 de novembro de 2010


As nuvens estavam rasgando o céu, como se fossem algodão a se desfazer, o vento forte arremessava o cabelo rodopiante para trás enquanto seu corpo esguio caminhava lentamente para frente, seus olhos estavam fechados, mas seus passos eram seguros ao mesmo tempo que cautelosos.

Seu sobretudo rubro pairava na mesma velocidade que seu cabelo, correias de couro prendiam varias partes dele rente ao corpo daquela estranha criatura que parecia não sentir frio.

Sua pele era branca como a neve e seus traços delicados como os de uma mulher.

Uma passo na frente do outro ele caminhou, até chegar a cidade.

Seu faro não o enganava, lá atrás, ele podia sentir o cheiro do sexo e do sangue frenético.

Um casal se divertia de forma nada comum em um dos becos imundos daquela maldita cidade fria.

Suas pupilas dilataram enquanto os seus caninos cresceram,

Seus passos deram lugar ao vazio e nada no seu corpo se movia alem do seu coração que ansiava pelo momento.


Aquele beco dava acesso ao uma antiga quadra de basquete, mas a violência impedia os moradores de vagarem por ali aquela hora, o que fez um palco perfeito para um casal excitado e alimentado pelo álcool e pela paixão.


A criatura esgueirou-se pelas sombras dos postes como um gato,seus olhos cerram e seus caninos clamaram para perfurar aquela carne banhada de êxtase.Suas pequenas garras arranharam lentamente o poste como se ele a afiasse.Apenas metade do seu rosto podia ser visto, mas o casal estava ocupado demais para notar.

O homem não teve reação, as garras da criatura afundaram na sua garganta deixando completamente sem ar.A adrenalina no sangue clamava por oxigénio e a agonia nos seus olhos era tão visível quando o desespero da sua amada que fora arrancada dos seus braços com violência.A criatura o arremessou pelo menos 10 metros a frente, tudo que fez foi golfar sangue quando suas costas atingiram a parede e posteriormente os joelhos o chão.

Sem força e sem consciência seus corpo não pode manter-se em pé.


A vadia não conseguiu gritar, quando começou a entender o que se passava a criatura a puxou pelos cabelos com força inclinando sua cabeça para trás.Sua veia pulsava de medo, o seu sangue estava doce e quente como nunca, "excitação com requinte de medo,fascinante" pensou antes de enterrar suas presas com vontade naquele pescoço branco sujo com perfume barato.

Seus caninos fizeram um excelente papel,após perfurar a carne macia daquele mar branco o sangue jorrou em sua boca , descendo por sua garganta como um mel quente.

Seu verdadeiro eu pairou pelo universo em poucos segundos, os gritos de dor da vadia deram lugar a gemidos de orgasmos e enquanto drenava com força deixava pequenas gotas escorrerem por entre seus lábios.Elas desceram lentamente cobrindo os lindos e pomposos seios daquele corpo escultural vendido a quase nada.

"Seria uma bela dama se não quisesse arranjar dinheiro de maneira fácil. Ela precisava mesmo disso?Ou fazia por prazer?"

Afastou esses pensamentos e se alimentou do que pode.
Beberá demais, disso não tinha duvida, logo estaria fria e isso não ia ficar barato.


Lambeu as feridas e deixou apenas o que já escorrerá em seu corpo agora nu.

Admirou por alguns segundos e limpou com a língua o pouco que ficara nos lábios.

Seus sorriso para lua estava rubro, seus dentes antes brancos como a neve foram banhados pela maldição rubra de todas as noites.

Logo estaria tudo bem, e logo o faria de novo.


O homem tossia a alguns metros dali, talvez retomando a consciência, fraco e sem entender.

Com uma fração de segundo uma segunda imagem da criatura surgiu frente ao homem que caiu para trás tentando se afastar, a primeira imagem sumiu.


Apenas um grito pode ser ouvido naquela cidade quase fantasma, e os corvos presentaram a lua com sua imagem fúnebre poucos segundos após aquela canção de horror que o homem entoava, mas aonde a criatura era o verdadeiro maestro.


Alesson £asombra

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O que eu faço?Para aonde devo ir?Aonde eu estou?Quem vai comigo?
Deveria eu deixar tudo aqui e então seguir de outro modo?

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Correndo
na neblina, rastejando na lama, lágrimas caem pelo meu rosto.Minha boca
tem gosto de sangue.

Mostre a este pecador o seu precioso Deus,
alivie a culpa dos meus ombro, mostre-me o prazer da vida.
Faça eu
sentir mais uma vez o ar que já não mais respiro, ou o sonho que esqueci
.

Preparando-se para a morte, esperando a luz brilhar sobre nós.
Desejando o sol cair sobre nossas
cabeças. Meus sonhos foram
transformados em pecado. Alimente a minha mente com
os pensamentos
mais gloriosos! Estou disposto a sacrificar todos meus sonhos
para
servir e honrar a morte, talvez movido pelo medo da ira do tirano.


Você levou todo o meu riso e me deu o frio da escuridão. Envolveu-me
sem esperança e levou toda minha
felicidade. Meu coração inocente
sofre por dentro. Apenas me deixe morrer...

Eu gelei minha
consciência e adormeci no meio do meu tormento, deitei minha alma
debaixo de
folhas murchando, e agora eu estou eternamente só ...


Eu sinto a ira de Deus, seu exército procura o meu corpo e eu corro
abandonado. Eu caio no fundo
do mar da vida. A escuridão encobre a
minha visão, eu não ouço o que é falado.
Uma figura vestida em ódio

Segura minha mãe e me leva para longe..

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O vento parte a alma com seu caminho gélido e sua textura laminada.
Os teus momentos se vão e tudo que querer é a verdade

Dos teus olhos o desespero alimenta o que hoje é um oceano,
Um oceano negro carregado de emoções e prantos
Avivado por angustia e confiança.

A pele fria inflama e os olhos escurecem com um rubro doentio.
O sol saudá o mundo vagarosamente enquanto o vento ainda frio levanta os seus longos cabelos
Ele se despede da brisa e por um segundo por sentir o quando era confortante

O coração pulsa, o sangue nos teus lábios secaram e as o teu olhar tornou-se vazio
suas roupas são levadas para trás o vento anuncia com honra e celeridade os raios que tocam a sua pele segundos depois.

Seus olhos fagulham enquanto as chamas percorrem até o sangue lentamente e se espalham com extrema velocidade por cada uma delas
Ele sente o pulsar forte da maldição, os seus pensamentos estão nela
O teu sangue correrá nas veias dela
e então tudo deu lugar a chamas

O sol se inclina para cima e suas veias ingneas de paixão e ódio
Transformam seu sangue e seu corpo em pó.
A brisa continua e ele se une a ela.


Poucos segundos nada mais restara, apenas lembranças, uma ponte e um crânio com caninos pontiagudos.

Ele falhou?Não, talvez ela tivesse decidido o seu caminho....

quinta-feira, 16 de setembro de 2010


Minha pele se desfaz em areia, dando lugar a minha carne.
O frio toma conta dos meus nervos enquanto meu sangue gelado corre lentamente pelas veias.
Minha alegria recai ao chão em pó, o pó que forma o deserto gélido da tristeza.
Caminhando só,apenas meus passos e um mundo de tristeza e rancor.

A mágoa penetra a alma, os sentimentos ficam fúnebres
As memórias, formam um doce caminho para o inferno.
Elas pairam como raios de sol coloridos em meio ao meu mundo escuro.
Atraentes, porem mortais.

Os passos lentos ganham pegadas e a chuva de areia vem por sobre mim.
O clamor do desespero, somado aos prantos da angustia.
A verdade é a duvida e a duvida é o rei do meu lar.
Que os urubus aproveitem minha carne
E que os demónios de saia tomem o meu sangue ainda quente.

Tome o que é teu, o terra maligna e que o meu sangue seja cobrado
Que a terra me jogue para fora, como verme mal visto.
Que os humanos caiam por sobre a verdadeira face do caos

Que os meus novos passos adentrem a alma daqueles que conhecem a vida
E que o ar seja tomado pela frieza da minha verdade
sem sentido
e sem sentimento eu clamo pelo meu adeus.

talvez....

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ela clamou por séculos, beijou todo seu corpo e o excitou ao máximo.
Ele sabia que ela seria capaz de tudo para provar mais um pouco.
Seus corpos dançavam na escuridão, pálidos, agora quentes e suados
A respiração ainda que desnecessária era ofegante e seus mais íntimos pensamentos revelados.

Ele pairou por sobre sua mente, com lascívia e luxuria, fazendo tudo que a levasse ao ápice.
Os pelos do seu corpo feminino se arrepiaram por completo, e a sensação gélida subiu a espinha
As mãos dele percorreram seu corpo e então rasgou seu próprio pulso.
A maré rubra caiu como uma cachoeira por sobre ela.

Sua língua saía em busca do sabor vivo, ficou completamente molhada.
Seu pescoço, seus rosto, os seios, a barriga, cada curva, tomada pelo manto vinho.
Inclinou seu corpo para frente em excitação e ele a possuiu ali..
Levou o pulso aos seus lábios, fazendo com os dedos o caminho para sua boca.
Ela provou e se alimentou do seu sangue enquanto o ritual começava.....


Alesson Lasombra

Myself

Myself
Deixe-me invadir a tua alma, e aos poucos como sombras me misturar em tua essência, elevar-te ao prazer e consumir os teus desejos com o fogo ardente da eternidade.