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Produtor Cultural e Audiovisual

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

B.Bone atravessou a rua sem olhar para os lados,as ruas frias e escuras de Detroit estavam bem movimentadas nesse horário, era final do período para muitos trabalhadores. Aquele infeliz iria pagar por ter machucado Melissa, , iria partir no meio aquele mandito Toreador, nem um bando inteiro poderia segurar o Brujah antitribu agora. B.Bone nunca foi um cara calmo, mas sempre se manteve calado em busca de um silêncio que talvez fosse o escudo de seu ódio.

O som das molas do tênis de B.Bone foi ouvido por Trevis, um recém-criado Toreadora antitribu, assim que adentrou o quarteirão. Trevis percebeu o cheiro de B.Bone a besta o estava rasgando por dentro, e o seu corpo emanava uma mistura de ódio com medo.

O ódio era fácil adivinhar, Trevis tinha arrancado os olhos de Melissa, recém-criada de B.Bone. O medo? Bem talvez por estar indo ao encontro da cria de um Bispo.

B.Bone adentrou um beco escuro, atravessou dois containers de metal e chegou no que parecia ser um vale no meio dos edifícios. Uma quadra de basquete abandonada. As correntes frias balançavam nas cestas improvisadas e o concreto gélido deixou cair alguns pedaços quando B.Bone entrou na quadra passando por um pequeno resto de cerca que por muitos anos protegeu a quadra.

Trevis estremeceu quando viu B.Bone, aquele maldito só podia estar em frenesi para ter coragem de mata-lo. Seja como for, continuou a fazer o que estava fazendo. Sentado em um degrau de concreto que servia de banco para quem fosse assistir os jogos daquela quadra, Trevis limpava sua lâmina, uma navalha de prata ao qual usava para suas experiências bizarras, a mesma que usou para arrancar os olhos de Melissa.

Trevis tentou ouvir sons aos arredores, tentou sentir cheiro de alguém do bando daquele maldito Brujah, para seu azar estavam sós. O bando de B.Bone deveria ter o contido, segurado, para que ninguém morresse, deixar ele solto seria exclusivamente para matar Trevis.

_Já estava na hora! Disse Joshua dentro do carro.

_ Trevis só vem causando confusão em nosso meio, aquele maldito bastardo acha que tem mais poder que nos,só porque é prole do Bispo.

Uma voz doce e suave respondeu - Que assim seja...- Katrine não era de muitas palavras.

_Deixe que o Bone mate esse cara logo, depois veremos se temos nossos direitos ou não! -disse Derick,um cara careca, com a face cheias de cicatrizes que por sinal já estava ficando impaciente.

Trevis se levantou girando a navalha em um movimento suave e jogou seu longo cabelo para trás.

_ Vá embora Bone, não temos que terminar isso aqui, meu assunto era com Melissa e não com você.

Bone estava com os punhos cerrados e seu ódio era tão obviou que sua face lembrava um demônio.

Correu para cima de Trevis, tão rápido e com tanta força que mais pedaços de concreto gélidos caíram das bases das cestas de basquete da quadra.

_Pare! -gritou Trevis- não se atreva a tocar em mim!

Bone hesitou apenas com um olhar, mas já não podia conter o seu corpo, a besta estava no controle.

Trevis correu tão rápido que sua imagem se tornou um borrão atravessando a quadra, para o seu azar, Bone era tão rápido quanto ele, senão mais.

Assim que chegaram ao outro lado Bone o segurou pelo ombro, e o arremessou para trás.Os nervos por cima dos imensos braços de Bone tremiam, seu sangue estava sendo usado para aumentar sua força e sua agilidade.

O arremesso de Bone foi tão intenso que Trevis acertou com as costas um dos containers do beco que dava para avenida.

Antes que pudesse se levantar Bone apareceu, atravessando a quadra tbm como um borrão, segurou Trevis pelo pescoço e desferiu um soco com tanta força que pode sentir o contêiner do outro lado.

Trevis, com sua navalha, tentou cortar Bone, várias vezes, causando imensos cortes em seus braços que sangravam, embora parecessem grave, Bone as ignorou.

Com as duas mãos, ergueu Trevis e o enfiou de cara no concreto, quebrando todos os ossos da face do Toreador.

Sem forças para reagir, Trevis ficou como um boneco de trapos na mão do tanque B.Bone.

O Toreador ficou no chão, largado como um mendigo surrado, Bone o deixou de bruços para o chão, com uma mão, segurou a cabeça de Trevis como se fosse uma bola de Baseball e a inclinou para cima, para que o desgraçado o visse enquanto falava.

_ Se tocar em mais alguém do meu bando, nem Caim vai impedir a sua morte final!!! Esta me ouvindo seu desgraçado!NEM CAIM!

Logo após pronunciar essas doces palavras, socou a cabeça de Trevis com delicadeza novamente no concreto, se levantou e voltou pelo mesmo caminho que veio, caminhando com calma, limpando suas mãos e estalando seus dedos.

A poucos metros depois da avenida estava o Jipe que carregava seu bando, sem nada pronunciar, entrou pulando no carro e disse:

_ Vamos para casa.

 
 
 
 
 
 
Alesson lLasombra

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mundo de Trevas

O mundo perdeu seus heróis.
 Eles foram pegos em escândalos sexuais, aceitando subornos, ou talvez
caíram vitimas da endêmica violência urbana. Não existem lideranças
fortes, nenhuma fé em políticos ou crenças em um amanhã
melhor.
As pessoas sabem das coisas ...

Vampiro: A Máscara 256

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Ode a sua despedida

Esse texto é muito antigo, muito mesmo, se não me engano, eu fiz em cima de outro texto que achei na internet.
A muitos meses ele vaga aqui nos meus arquivos e como estou fazendo um limpa, aqueles que realmente me agraderem, virão para cá. É isso.
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Ode a sua despedida

Ontem, depois que você foi embora, confesso que fiquei triste como sempre.
Mas, pela primeira vez, triste por você. Fico me perguntando que outro homem, ouviria os maiores absurdos de você, uma mulher de 29 anos, planejar ir a uma buteco brega com gente sem assunto no próximo dia e, ainda assim, não deixar de olhar pra você e ver uma mulher maravilhosa..

Que outro homem te veria além da sua casca? Você não entende que eu baixei a música do “Portishead ” e umas boas do Talking Heads, Vinícius de Morais e do Smiths porque achei divertido te fazer uma massa ouvindo algumas músicas que dão vontade de viver. Uma massa que você não vai comer porque está perdendo o paladar para o que a vida tem de verdadeiro e bom. É tanta comida estragada, plastificada e sem sal, que você está perdendo o paladar para homens como eu. E você não sabe como vale a pena gostar de alguém e acordar na casa dessa pessoa e tomar suco de laranja lendo notícias malucas no jornal como o cara que acha que é vampiro. Tudo sem vírgula mesmo e, nem por isso, desequilibrado ou antes da hora.

Você não sabe como isso é infinitamente melhor do que acordar com essa ressaca de coisas erradas e vazias. Ou sozinha e desesperada pra que algum amigo reafirme que o seu dia valerá a pena. Ou com algum garotinho bobo que vai romancear sua casca. A casca que você também odeia e usa justamente para testar as pessoas “quem gosta de mim não serve pra mim”.

E eu tenho vontade de segurar seu rosto e ordenar que você seja esperta e jamais me perca e seja feliz. E entenda que temos tudo o que duas pessoas precisam para ser feliz. A gente dá muitas risadas juntos. A gente admira o outro desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sozinho. A gente acha que o mundo está maluco e sonha com a praia do espelho e com sonos jamais despertados antes do meio-dia. A gente tem certeza de que nenhum perfume do mundo é melhor do que a nuca do outro no final do dia. A gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida.

E você me olha com essa carinha banal de “me espera só mais um pouquinho”. Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhum homem melhor do que eu. E sempre volta. Volta porque pode até ter uma coxa mais dura. Pode até ter uma conta bancária mais recheada. Pode até ter algum descolado que te deixe instigada. Mas não tem nenhum melhor do que eu. Não tem.Não para você.

Porque, quando você está com medo da vida, é na minha mania de rir de tudo que você encontra forças. E, quando você está rindo de tudo, é na minha neurose que encontra um pouco de chão. E, quando precisa se sentir especial e amada, é pra mim que você liga. E, quando está longe de casa gosta de ouvir minha voz pra se sentir perto . E, quando pensa em alguém em algum momento de solidão, seja para chorar ou para ter algum pensamento mais safado, é em mim que você pensa. Eu sei de tudo. E eu passei os últimos anos escrevendo sobre como você era especial e como eu te amava e isso e aquilo. Mas chega disso.

Caiu finalmente a minha ficha do quanto você é, tão e somente, uma mulher burra. E do quanto você jamais vai encontrar um homem que nem eu nesses lugares deprê em que procura. E do quanto a sua felicidade sem mim deve ser pouca pra você viver reafirmando o quanto é feliz sem mim e principalmente viver reafirmando isso pra mim. Sabe o quê? Eu vou para a cama todo dia com 5 livros e uma saudade imensa de você. Ao invés de estar por aí caçando qualquer uma na rua pra te esquecer ou para me esquecer. Porque eu me banco sozinho e eu me banco com um coração. E não me sinto fraco ou bobo ou perdendo meu tempo por causa disso. Eu não malho todo dia como seus amiguinhos de quem você tanto gosta, mas tenho algo que certamente você não encontra neles: Assunto. Bastante assunto.

Eu não faço desfile de moda todos os segundos do meu dia porque me acho bonito sem precisar de músculos,carro e drogas. Eu tenho pena das mulheres que correm o tempo todo atrás de se tornarem a melhor fruta de uma feira. Pra depois serem apalpadas e terem seus bagaços cuspidos.

Também sou convidado para essas festinhas com gente “wanna be” que você adora. Mas eu já sou alguém e não preciso mais querer ser. E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim.

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Mais uma vez, esse texto não faz mais parte de mim, é uma memória antiga.
Que deveria ter sido entregue na antiga,mas não foi.
Só não queria deixar no limbo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

My Dying Bride : Vanité Triomphante

Costumo caçar você em meus sonhos,

Mas sua garra ímpias me aguarda,
A bordo desta ilha de neve iluminado,

Veias como árvores de inverno torturadas,

'Tu a serviço da minha mão,

Que o silêncio sobe contra ti.



Está doce e fina para ouvir!

Cabelos longos sobre o seu pescoço,

Ainda muito é falso.

Esta noite poderosa,

Eu vi no rosto.

Esta é me esmagando.

Minha pena dói.

E navios velhos morrem como cisnes,

Contra a nossa terra glacial congelada ,

Passar o seu corpo moribundo,

Deixo-vos em seus pensamentos



Árvores de dança e não

Diga-lhes que eu vim

Minha beleza pálida

Era seu o mesmo?



Viens, il est temps de Partir

Je vais regretter ta haine

Ta vainte triomphante

Fera reverência sa



Eu coloquei-os em livros

Apenas seu coração e o meu

Para os amantes de ler

O solitário pinheiro



Através da minha pele quebrada

E sangue de árvore de cereja

O mundo real cai em

A vida falsa de amor
 
[Tradução da MúsicaVanité Triomphante da banda My Dying Bride ]

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Lembranças Deterioradas

Tanto tempo estivemos juntos, embaixo daquela árvore, em cima daqueles preceitos
Por vezes brigando até, por horas com lágrimas nos olhos e quando tudo fazia sentido.
O dia se apagou.Nem me lembro mais a ultima vez que pude ver aquele seu olhar derramar sobressaltos de dizeres, bem ditos, sobre mim.
Para falar verdade, nem mesmo sobressaltos físicos de um olhar humano.
O tempo vem passando, as horas vão acabando e tudo a que nos apegamos são reclamações nada menos que devaneios vis, totalmente diferentes daqueles que vinham com lágrimas nos olhos, quando tudo fazia sentido embaixo daquela velha árvore, num banco de concreto. Quantos devaneios, quantas reflexões distantes, tantos pensamentos e sentimentos, contrariedade prematura insurge.
Antes era proximidade quem alimentava tais monstros, hoje a leveza da vida se encarrega de despejar a injuria real sobre aqueles pensamentos bons que deram lugar a divagações, devaneios e reclamações....

 †Alesson Ľäsðmбяå†




*Nota: Esse texto eu escrevi a muitos meses atrás, estou apagando das minhas coisas e gostaria de deixar registrado aqui, mas não reflete meu atual estado de espirito que hoje esta voltado para outras opiniões e com certeza para outras pessoas.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sadrack mandou Bruce estacionar na frente do pequeno restaurante.


Ficava na BR a alguns quilômetros da cidade de Detroit.

A limusine preta de detalhes prateados parou imediatamente,indevidamente na frente de um corredor de motos customizadas absurdamente novas e lindas. Completo contraste entre o restaurante decaído

Talvez fosse um motoclube de passagem.

O restaurante era revestido de madeira suja e os vidros das janelas estavam enegrecidos por sujeira e poeira de anos.

Não havia estacionamento de verdade o local era uma mistura decaída de espelunca e chiqueiro.

Lá dentro ouvia-se Killed Be Death do Motörhead .

A porta dupla fez um estrondo quando Bruce a abriu a força, logo atrás Ling adentrou o local,

Vestia um manto longo, que o cobria até os pés, sua cabeleira fina e branca escorria por suas costas, e finos bigodes decretavam sua nacionalidade asiática. Um típico mestre Shao-lin.

Bruce usava óculos escuros Ray-ban mesmo sendo noite e o ambiente fosse escuro, seus cabelos eram extremamente bem cortados o seu queixo redondo, tinha 1,90 mais com seu terno negro e sua gravata vinho parecia mais alto. Sua pistola Desert Eagle estava em punho e Ling estava com ambos os braços cruzados para traz, com uma calma divinamente assustadora.

Bruce acenou positivamente depois de farejar o ar, Ling acenou para traz e Sadrack entrou.


Todos se levantaram nesse momento, como se um deus/rei estivesse ali.

Sua cabeleira farta e branca cintilava algo sombrio, tinha aspecto jovem, tinha traços finos e firmes.
Sadrack adentrou,seus cabelos iam até a cintura, longos e lisos.
Vestia um sobretudo de couro legítimo, do exercito alemão,em sua mão pendia uma bengala preta, aparentemente revestida de borracha e como a ponta e um cabo de prata. A figura de um dragão rugia em sua excelência no topo da bengala.

Seus sapatos eram couro brilhante tão negro quanto os seus olhos.Sim!!!Seus olhos, não eram providos de cor, apenas a escuridão, como se sombras dançassem lá dentro.



Um valentão se levantou,portava um colete de couro,e uma barba longa, trançada,usava uma calça de couro negro e botas de motociclista.

Um outro homem magro como um cão sacou uma barreta e jogou na mão do valentão com calças de couro.

Ele engatilhou no mesmo momento em que Bruce engatilhou sua Desert Eagle.

Sons de gatilhos jorram por todos os lados, como se fossem uma sinfonia.

Ling estreitou os olhos, observando cada um deles.Suas posições, a respiração, as palpitadas dos corações que ficavam tensos.

Acenou para Bruce que baixou a arma e sua voz ecoou por toda espelunca como se fosse vinho sendo derramado na seda.

Sadrack se adiantou:
_ Não quero confusão, muito menos violência, se fosse de minha vontade, todos vocês já estariam mortos, e nem ao menos eu precisaria ter descido do carro.

O grandalhão pareceu não acreditar, manteve sua barreta mirada na cabeça de Sadrack, se esse filho da puta se mexer eu arranco os miolos dele - pensou.

_O que quer Maldito filho da noite, porque nos perturba com sua presença?!

A voz veio de traz do balcão, talvez o atendente.
Sadrack arqueou a sobrancelha, ao notar que se tratava de um humano.

Um humano não, um carniçal, alimentado pela vitae vampírica, podia ler em sua alma as vertigens escorrendo.

_ Preciso de informações e talvez os cavalheiros pudessem me dar, ou eles, ou quem quer que tenha dado aquelas lindas motos a eles.  - Sadrack sorriu levemente debochando dos neófitos.

Sadrack sabia que aquelas motos valiam muito, nem mesmo seus carniçais poderiam comprar uma dessas e olha que Sadrack era generoso para com seus seguidores fieis.
   Um homem careca com uma cruz cicatrizada na cara cuspiu um palito da boca mostrando seus dentes podres esverdeados, seu corpo era coberto de tatuagens e estava sem camisa,tinha presas ao inves de caninos.

Carpas,dragões e paisagens tapavam praticamente toda a pele do homem, sua camisa estava presa a sua calça jeans tão suja quanto seu corpo.As botas militares que usava eram tão velhas e sujas quanto todo o conjunto.

_ Vá se danar!! E disparou com sua pistola .50 no rosto de Sadrack.

O impacto foi certeiro.
O sangue jorrou na porta atrás de Sadrak enquanto Ling mergulhou rolando para o balcão de bebidas.

Bruce rolou por cima de uma mesa e a virou, usando-a como escudo.

Tiros começaram a ecoar por tudo o lugar, o homem de calça de couro suava, e sabia que o seu fim estava próximo.

Um ancião do porte de Sadrack não costumava ir a locais como aquele, e o receber de tal forma era assinar sentença de morte.

_ O meu sangue não!!!Pensou o desesperado, todos sabiam que Sadrack era viciado em Diablerie, talvez pelo prazer, ou talvez pela própria necessidade.Dizem que os mais antigos não tiram sustendo do sangue humano, e que o sangue cainita era seu único sustento, seria mesmo Sadrack tão velho assim?

O corpo de Sadrack se desfez em sombras antes de atingir o chão, uma fumaça escura começou a pairar em todo local, como se o local tivesse pegado fogo.
Alguns motoqueiros tentaram fugir pela porta principal, aqueles ao qual Bruce não teve munição suficiente foram surpreendidos na porta por tentáculos negros formados por remendos de sombras.

Os tentáculos invadiam suas vias nasais, e adentrava até rasgar no meio todo o individuo.

As balas da pistola semiautomática do FBI rasgaram os corpos como se fossem paredes de gesso, com extrema facilidade. Aquelas modificações ditas por Abigail eram verdade, balas com fósforo branco, os vampiros não poderiam regenerar naquela temperatura.Apesar do tiro ter que ser de perto, Bruce gostou.

Os bastardos viraram fumaça assim que tudo aconteceu, cinzas esvoaçaram e apenas um crânio com caninos sobrou ali.



O dono do bar continuou limpando seu copo com uma flanela, como se nada tivesse acontecendo.

Quando tudo quietou, ele olhou para Bruce ajeitou os óculos na face velha e murmurou.

_Vocês vão pagar por tudo que quebraram, e deem um jeito de tirar esses corpos daqui antes que as autoridades locais cheguem!Mas será possível que não se pode mais ter uma conversa civilizada em um bar beira de estrada!

Bruce não disse nada, nem ao menos expressou nada, sacou um maço com várias notas de 100 dólares e depositou na frente do velho.

No teto existia um homem preso por remendos de sombras, completamente preso.

Ele foi descendo lentamente enquanto foi posto na frente de um corpo que se materializava novamente.
O homem era o autor do disparo,jazia em desespero, sabia que sofreria. Nesse exato momento clamou para que Cain o levasse, mas era tarde, estava frente a frente com Sadrack, que Deus tivesse piedade de sua alma.

_ Menino mal - sussurrou Sadrack quando revelou a face do maldito careca que havia o acertado.

                                      Continua......

Alesson Lasombra

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011


A beleza intensa da noite me cativa
Um presente dado das trevas, das sombras que se ocultam nas sombras.
Das trevas a dádiva, a besta que consome.
Clamando sem parar pela vida dos homens, pelo ardente sabor que pulsa em suas veias

Eles dizem que eu não posso ser isto.
Que eu me escondo da face do dia.
Mesmo que seja verdade, eu não posso domar o que me consome
A besta , a fome, eternas companheiras, mate ou seja morto, consuma, ou seja consumido.
Eu não posso domar a fome em mim

Esgueirando nas sombras das ruas, procurando por você, ninguém pode se meter comigo.
Então prove minha dor, e sinta minha ruína.
A fome que a mim foi presenteada.
Caçando, com presas, no escuro, me escondo.
Sentindo, caindo, odiando, parece que estou morrendo.Odiando viver.


Prove minha dor, caçador, assassino eterno,eu não quero viver.
Você diz que eu estou levando sua vida, sempre me incomodando.
Eu não suporto mais isso, esta me matando,consumindo.
Olha-me por cima, e eu te pergunto, o que você vê?
Aceite o presente da noite, e seja como eu.
Nada é tão animador se escondendo para sempre
Estão me procurando, e você esta me caçando....


†Alesson Ľäsðmбяå†


 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

One more time

Mais uma vez, eu estou perdido em meus pensamentos.
Mais uma vez eu me jogo naquele labirinto frio e solitário feito de pedra e prantos.
Rompendo com a vontade louca da realidade, e acrescentando padrões rubros ao mundo.
O que esta acontecendo?

Quem sois vos que me abraça com calor mesmo que me traga frio?
Como pode no deserto sem areia fazer-me sucumbir a sede que não água?
A sanidade contenta-se em jogar cartas com o desespero
Enquanto me pego acariciando a verdadeira fonte do meu prazer.


Ela titubeia, paira, e agita, seus cabelos dançam
Quem sóis vós deusa das minhas lágrimas?
Como cai sobre mim tal prazer em desgraça eminente?
Os pelos se eriçam, a mente se inflama.
Os pulsos sangram vorazmente enquanto a vida se despede com um beijo frio.

Os sinos estão distantes, e eu percebo que nunca havia prestado tanta atenção em sua doce melodia.
Sentado na alameda eu cato pedaços de glórias rompidas
De honras manchadas e de coragens vencidas.
Seu sabor é amargo, e sua aparência singela.

Os campos são escuros e o vento sopra suavemente.
É um baile do desespero, é um lugar de desencanto belo.
Um paradoxo no mundo noturno...

†Alesson Ľäsðmбяå†

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Olhe ao seu redor,a sua enorme construção.

Uma muralha que bem mesmo você sabe como construiu.

É divina, como conseguiu?Seu orgulho talvez tenha sido uma ferramenta indispensável.

Apenas um banco de madeira, uma árvore, e um lago, nada mais, tudo cercado

Uma muralha sem igual, o seu mundo, pequeno e primitivo, egocêntrico e simples.



Seus olhos vertem lágrimas, e pingam em um terror rubro por sobre as pedras do seu lar.

Seu corpo esta frio e sua mente vazia, porque chora?

O teu palácio de tristeza não é um lugar tão legal ?



Perguntas e mais perguntas....

Enquanto seu cabelo paira por sobre a realidade seus braços sangram

Sua mente esta girando, seus pensamentos se misturaram com suas ideias

Com suas verdades, vontades e nem mesmo você sabe o que é sua verdade agora.



Tudo mudou, e não há sombra de duvida que sua muralha é intransponível.

É um tremendo obstáculo para aqueles que olham de longe,

Tão poderosa que bastasse uma palavra, e ela viria ao chão.



A mente humana titubeia, somos fortes quando não temos o que enfrentar, por isso foi mais fácil assim não é?



Minha pele esta ficando pálida, meus braços estão dormentes

Meu coração esta acelerado e até agora eu não entendo porque não consigo me levantar.

Procuro abrigo nos meus pensamentos e sinto que a cada segundo eu deixo esse lugar

Estou mais longe, longe o suficiente para sentir o cheiro da poeira se misturando ao meu sangue


Concreto e sangue, nossas realidades se esvaem simultâneamente


O meu sangue, e o seu orgulho,pena que não existe mais vida....

terça-feira, 23 de novembro de 2010


As nuvens estavam rasgando o céu, como se fossem algodão a se desfazer, o vento forte arremessava o cabelo rodopiante para trás enquanto seu corpo esguio caminhava lentamente para frente, seus olhos estavam fechados, mas seus passos eram seguros ao mesmo tempo que cautelosos.

Seu sobretudo rubro pairava na mesma velocidade que seu cabelo, correias de couro prendiam varias partes dele rente ao corpo daquela estranha criatura que parecia não sentir frio.

Sua pele era branca como a neve e seus traços delicados como os de uma mulher.

Uma passo na frente do outro ele caminhou, até chegar a cidade.

Seu faro não o enganava, lá atrás, ele podia sentir o cheiro do sexo e do sangue frenético.

Um casal se divertia de forma nada comum em um dos becos imundos daquela maldita cidade fria.

Suas pupilas dilataram enquanto os seus caninos cresceram,

Seus passos deram lugar ao vazio e nada no seu corpo se movia alem do seu coração que ansiava pelo momento.


Aquele beco dava acesso ao uma antiga quadra de basquete, mas a violência impedia os moradores de vagarem por ali aquela hora, o que fez um palco perfeito para um casal excitado e alimentado pelo álcool e pela paixão.


A criatura esgueirou-se pelas sombras dos postes como um gato,seus olhos cerram e seus caninos clamaram para perfurar aquela carne banhada de êxtase.Suas pequenas garras arranharam lentamente o poste como se ele a afiasse.Apenas metade do seu rosto podia ser visto, mas o casal estava ocupado demais para notar.

O homem não teve reação, as garras da criatura afundaram na sua garganta deixando completamente sem ar.A adrenalina no sangue clamava por oxigénio e a agonia nos seus olhos era tão visível quando o desespero da sua amada que fora arrancada dos seus braços com violência.A criatura o arremessou pelo menos 10 metros a frente, tudo que fez foi golfar sangue quando suas costas atingiram a parede e posteriormente os joelhos o chão.

Sem força e sem consciência seus corpo não pode manter-se em pé.


A vadia não conseguiu gritar, quando começou a entender o que se passava a criatura a puxou pelos cabelos com força inclinando sua cabeça para trás.Sua veia pulsava de medo, o seu sangue estava doce e quente como nunca, "excitação com requinte de medo,fascinante" pensou antes de enterrar suas presas com vontade naquele pescoço branco sujo com perfume barato.

Seus caninos fizeram um excelente papel,após perfurar a carne macia daquele mar branco o sangue jorrou em sua boca , descendo por sua garganta como um mel quente.

Seu verdadeiro eu pairou pelo universo em poucos segundos, os gritos de dor da vadia deram lugar a gemidos de orgasmos e enquanto drenava com força deixava pequenas gotas escorrerem por entre seus lábios.Elas desceram lentamente cobrindo os lindos e pomposos seios daquele corpo escultural vendido a quase nada.

"Seria uma bela dama se não quisesse arranjar dinheiro de maneira fácil. Ela precisava mesmo disso?Ou fazia por prazer?"

Afastou esses pensamentos e se alimentou do que pode.
Beberá demais, disso não tinha duvida, logo estaria fria e isso não ia ficar barato.


Lambeu as feridas e deixou apenas o que já escorrerá em seu corpo agora nu.

Admirou por alguns segundos e limpou com a língua o pouco que ficara nos lábios.

Seus sorriso para lua estava rubro, seus dentes antes brancos como a neve foram banhados pela maldição rubra de todas as noites.

Logo estaria tudo bem, e logo o faria de novo.


O homem tossia a alguns metros dali, talvez retomando a consciência, fraco e sem entender.

Com uma fração de segundo uma segunda imagem da criatura surgiu frente ao homem que caiu para trás tentando se afastar, a primeira imagem sumiu.


Apenas um grito pode ser ouvido naquela cidade quase fantasma, e os corvos presentaram a lua com sua imagem fúnebre poucos segundos após aquela canção de horror que o homem entoava, mas aonde a criatura era o verdadeiro maestro.


Alesson £asombra

Myself

Myself
Deixe-me invadir a tua alma, e aos poucos como sombras me misturar em tua essência, elevar-te ao prazer e consumir os teus desejos com o fogo ardente da eternidade.